Postagens

Andar sem carne sem matéria esperando o sinal de pedestres perdida no que ficou pelo caminho - na esperança de largar.

Fragmentos

Esse peito tão aberto Não tá certo Sem massa que o cirza suture arremate Esse peito Esse jeito Sem rejunte que o grude Esse peito Não tem pé ..... Abre-se um pedaço de calçada voo livre Nada, nada

Cara Coroa?

Polariza, bem como brilham as bolinhas sobre a coroa:  fogos, rixas na nossa época em que esporro virou ouro,   mas não, o que reluz não é tal pose   também como nunca luziram   as jóias da rainha.

- Esquizo -

A gente sobe em bolhas depois voa  na última camada dessa primavera. Pendenguinhas, Violetas roxas, eu encontro, topo  com o fim do mundo e voltamos  pra esse chão de cerâmica  onde não tô presente, nem é hora. onde a vida pulula em gás hélio e já nos soltamos  antes do limite da atmosfera.
Um poste de luz tão antigo e paciente, curvado, compreende os trilhos, capta o pó porque revela a vida que às vezes chega com o trem.
Eu pegava o momento em que o peixe ia pra onde tinha mais peixe, em que o mar fez-se casa.  em cada, mar em cauda, e pra ser um traço, um braço, caminho onde passa a corrente, o cardume, acabava sendo um pedaço de água também.
Não sei o que quero: me jogar no vazio feito ele fosse cola.  Me chamam: pelo nome não me reconheço.  O pensamento em você: meu corpo um peso leve-me
Impossível mover seu destino, mas sim se manter movediço, mole, malemolente e ativo pra toda forma de bicho, perigo, que contigo se esbarra e se mete e repete: esta é tua sina, mas você, então, bam- boleando aproveita essa baque, esse giro, pra abraçar tudo que te atravessa, aceitar quem contigo se afina.
Sebastião é um chão firme.   Mas entre os grãos dessa terra   se forma uma colmeia   onde zumbem   os voos, viagens,   os muitos olhares,  Sebastião. Ele é um surto  que cria rotina.   Abriga minha paixão,   abriga minha guerra. Força bruta crua,   pensamento,   braço – barba – uma risada,   cara lunática.   muita estrada. E está onde eu vá. Por toda a minha pele.
Fujo da chuva  ou fujo para a chuva que cai que caio que caio em mim. Escorro, Caio na zebra, na boca do lobo, Escorrego pelo limo mais baixo Do que já me vi. ....... Passo por cima da minha velocidade, como andasse pelo Elevado observando minha cidade  comprimida, abaixo.